Chorei, não vou mentir e dizer que fui forte e não o fiz, porque fiz, chorei quase a noite inteira agarrada á almofada, tentando de alguma maneira abafar os gritos que o meu coração queria deitar para o mundo. E chorar não é fraqueza, nunca o é, muito menos quando já não aguentamos mais, quando já perdemos tudo, quando já fomos a jogo e perdemos até a nossa dignidade, quando perdemos o nosso próprio eu, mas temos de saber levantar a cabeça e sorrir, sabes eu sempre gostei de ti, sempre te achei bonito, tinhas piada e fazias-me rir durante horas e horas. O que eu sei, é que te amo e que guardo todas as nossas fotografias, todas as cartas, guardo tudo, as manhas, as tardes, as noites, as madrugadas, tudo tudo. E hoje olho para todo o lado e não vejo ninguém, apenas te vejo a ti, mesmo sabendo que já te foste. quando estou mal vejo-me sem ninguém para desabafar, mas isso faz parte. faz parte do que eu deixei por ti e do que aprendi a viver sem ti. todo este tempo torna-se tão pouco, sinto que ainda tenho tanto para viver, e é o que vou fazer, aprendi que quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direcção diferente; Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente (...) E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.
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